terça-feira, 14 de junho de 2011

O papel principal nas veias - sem ponto, com reticências...sempre


Além de qualquer expectativa. O início o fim e o meio. O resumo completo. A complexidade simplificada. A razão encontrada. O tudo. A magnificência. A revelação total. A necessidade espiritual. O descanso mental. O tempo corre devegar, por incrível que pareça, corre devagar. Os olhos piscam com lentidão, tudo fica em câmera lenta. Menos o falar, continua latente. A palavra penetra. Nos confins do subconsciente, no âmago, na boca do estômago, reverbera pelo corpo causando nostalgia antes mesmo de terminar a última sílaba. O jeito único. O toque incomum. A observação boba. O aprendizado prazeroso. O enigma excitante. A admiração profunda. O conhecimento desconhecido. O incontrolável pleno. A felicidade do pensar. A ausência do saber. A completude por conhecer. O ato natural. A fumaça guiada. O gosto mutável, mutante, mundano, único. A incerteza no futuro. A sapiência do sentimento. A divinização do ser. O egoísmo do pulsar. O papel principal nas veias. O sofrimento pelo incerto. O gosto viciante. A espera demorada. A calma no olhar. A certeza no falar. A sabedoria no pensar. A profundidade no sentir. O pleonasmo como ídolo.


Muito mais do que anos podem me permitir ver.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

The Way You Look Tonight


O jeito que você caminha. E se move esguiamente. Como faz parecer culto um reles olhar. Como assume a modernidade em meio a toda sua tradicionalidade. O modo com teu cabelo penteado fica alinhado. Teus olhos distantes e preenchedores de espaço. Tua boa e mansa conversa. Tua boca rápida e teus dentes perfeitos a mim. Teu sorriso...ah, teu sorriso.

Olho pra janela quando você, no silêncio das estrelas, traga teu cigarro solitário. Sentado na sacada, com os pés apoiador num pequeno banco, medita. Como se fora a última pessoa do mundo, e sem pressa diante da aparente noite sem fim que se abre. Vagando o horizonte infinito e à procura de respostas ao 'sabê-sê-ô-quê'. Quando percebe minha presença se vira suavemente, como uma onça ao olharum pássaro, quase com desprezo no olhar, mas mata-me ao abrir o bendito sorriso, e quebra todo o 'quase'. Antes que diga algo, peço que cale-se e fique exatamente onde está, continue a fitar o horizonte, que continue sua procura inatingível, e na sua calma indefinível.

- "Quero apenas te olhar"

Insisto em guardar em minha mente a imagem perfeita de ti, sonhando em meio à prédios e buzinas, fazendo o mundo parecer pequeno, a noite infinita e tudo um intrínseco silêncio. A imagem do poder, de um deus que analisa tua ciação com pesar de talvez vê-la estirpar-se. Guradar tua serenidade íntima, e teu momento solitário sem interferí-lo com o pecado de uma palavra, ou a blasfêmia de minha presença. Fotografar em minha mente e coração o retrato que jamais quero esquecer do que tu és. Me recordar indefinivelmente daquela pose, daquele cabelo, daquele sorriso, daquela paz...na calada da noite


A imagem que quero guardar de ti, pode não ser o que és. Mas é a imagem que eu tenho de ti. A imagem de quem amo.


E, Oh! Quando percebera, logo estava acordado, se atrasando pra mais um dia sozinho.
Sem imagens para guardar na mente ou no coração, afinal.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Perto do limite

Adele - Someone Like You

Quando tudo parecer perdido, nem que seja somenta por alguns segundos. Nem que seja perdido em meio à tolices, à influências, à preocupações advindas do seu excesso de compaixão com quem (não) mereça.

Quando eu olhar pros lados e não puder realmente me apoiar em alguém. Quando eu não tiver certezas quanto a amigos. Quando eu tiver quisto tantos e tenha os tido tão superficialmente que me apoie em bancos de areia instáveis ao invés do que esperava.

Quando as pessoas a minha volta me estranharem e eu por algum motivo achar aquilo tão normal, que só então me dou conta de como posso estar sendo agnóstico em relação à tão tudo.

Quando não souber o que fazer com as pessoas, e ela simplesmente emudecerem, tornando o silêncio fatal à uma relação estranha e à um afastamento certeiro.

Quando eu estiver perto de algum limite.


O que eu faço?

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Como estamos...

De repente tudo passou a fazer mais sentido sabe. Desde àquela falsa pretensão de liberdade, até o que você realmente é frente ao que você quer ser.
No fim, os sonhos na realidade são sempre menos lustrosos e brilhantes do que em minha cabeça. E por outro lado, bom esse, eu vejo que tudo que admiro tem a capacidade de ser algo meu.
De repente, pode se tornar possível ser original, ser agradável, ser reservado/extrovertido, ser moderno, e quem diria, quem realmente diria bonito.
De repente todos os sonhos de um dia ser normal e aceito caem por terra, e dão dimensão nova e extraordinário à minha autoaceitação e real felicidade por ser quem eu sou, e quem novamente diria, estar onde estou.
Aceitar minha subjetividade por completo, abraçá-la junto ao peito e sentí-la fundindo-se comigo. Perder a noção de certo e errado frente a um real e velho mundo que se mostra só agora pra mim. Isso tudo é minha nova vida, é ser feliz à minha maneira, pensando mais em como agir, em como pensar e em como sentir...mas sempre na minha intensidade máxima.
Mudando só para melhor e aperfeiçoando o que já achava bom, eu estou bem.
Estou realmente bem.
Sei que tudo o que se passa, passará. E que se no meio de tudo isso afirmo estar feliz, é porque tenho consciência de minha condição como artista no mundo. E de alguma forma mutualisticamente lido com ela. Como uma troca vital entre minha essência humana, minha alma e o mundo.
As coisas realmente são e estão onde deveriam.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Grace

Kate Havnevik - Grace

Não é como se eu não soubesse, como se ignorasse tudo que ainda tenho que viver...É só que quando você vê as coisas de uma forma mais crua, e bruta, e real, e triste é como se aquilo tudo passasse a existir. É como se tivesse ficado inativado em alguma parte de sua consciência e (graças a Deus), só ativasse quando você tocasse no assunto.
Não temo em morrer. Nem um pouco. Tenho certeza de que quando tiver que ser será, e que sempre tem um motivo. Mas eu não suporto a ideia de morrer logo. Eu sinto que tenho tanto a fazer. Tenho tantos sonhos a realizar, tantas verdades a consolidar e outras à derrubar, tenho tantos tapas na cara a levar, tanta risada tanto choro pra distribuir, tanto, e tanto...eu simplesmente não quero ser barrado tão cedo.
Meu luto é por pessoas que foram penalizadas por querer ser feliz. Por tentarem viver.
Eu realmente espero que minha parte, por menor que seja no mundo, possa influenciar, ajudar e ensinar muitas gente sobre alguns dos valores dos quias prezo. Que eu tenha a profundidade e a sensibilidade necessária pra tocar e ver o maior número de pessoas possível, e que Deus me permita alcançá-las e compreendê-las da melhor forma possível, da mesma forma com a qual eu gostaria de tal recíproca.
Espero que um dia, os valores éticos, sociais e os pilares do amor ao próximo possam gerir essa sociedade tão absurdamente afogada em sua própria ignorância. Que com pessoas melhores, e ideias mais profusas, civilizações inteiras possam se mover em torno do próximo, seja esse quem for.

domingo, 22 de maio de 2011

...

No meio do deserto eu paro num posto. Olho pra trás na direção que vim, e tento me esquecer de tudo aquilo por que fujo. Entra numa loja de conveniência, que entregue as moscas tocava o equivalente à um blues antigo mas no Brasil. Sento-me em um dos bancos ilusoriamente estofados de couro avermelhado, perpendiculares ao eixo frontal da loja e peço um café. Sem demora o preto vem, e eu deixo de vagar meu olhar na etsrada perturbadora. Minhas concepções estavam em choque e meus todos os meus paradigmas combinaram de brigar de uma só vez. A crise tinha cehgado à proporções deturpantes, e eu fugia, de tudo o que me lembrasse essa letargia incógnita de minha existência.
A estrada sempre me trouxe serenidade, minha mudança municipal já havia revelado isso, e agora me assolava essa verdade. Acho que na incerteza, na inconstância e ao mesmo tempo na fluidez de uma estrada eu encontrava meu lar. Meu problema afinal.
Os fantasmas dos paradigmas insistiam na excelência de praticar o perfeccionismo, enquanto por mais que eu quisesse não ser hipócrita, queria mais ainda fugir de mim mesmo, e deixar acontecer tudo o que minha mente pensasse. Queria ter esperanças de não ser hipócrita por naturalidade, e não precisar de intervenção psicológica pressionadora cultural pra me tocar disto.
Era tudo um grande redemoinho. O ciclismo das crises e emoções era uma razão constante. Viver era afinal tudo isto. Considerar as brigas, as futilidades que me incomodavam, as infantilidades que me irritavam, meu moralismo falido, e minha falsa humildade que se inclinava entre o ser ou não. Não estava infeliz, não, não o estivera pela primeira vez em um longo tempo. Mas depois desse longo tempo, iludira-me com a falsa pretensão de não sofrer das mazelas da cabeça. Elas te encontram afinal, no corpo que esteja. E aquele simples café acabara e a vontade de acender um cigarro crescia.
Saí da loja e acendi-o. No silêncio do Sol que se punha dei tragos de horas em minutos, absrovi todo o conhecimento do fruto que agora era digerido pelo meu corpo e sua sabedoria me consumia, juntamente com a dança da fumaça e a leveza das cinzas. Era hora de pegar a estrada novamente, depois de tanto rodar e pensar, era hora de volta pra lá, e encarar. Era hora de voltar a encarar e viver. Mais dificilmente, mais arduamente, mais complicadamente, mais perigosamente (porque não?) e principalmente mais intensamente do que nunca. Pego o celular:

- Alô - disse a voz

- Ja tô voltando, prepara tudo...



sexta-feira, 15 de abril de 2011

E lá fora... há luz!

Yann Tiersen - Coma

Fico pensando nos medos que temos na vida. Nas reais inseguranças. As minhas são múltiplas, fato, mas existem umas poucas que realmente me abalam e entristecem.
Tenho medo de ser vazio.
Temo que eu seja leviano nas coisas que faço, nas palavras que digo, no conteúdo que carrego e que transmito ao mundo. Temo que não steja absorvendo o suficiente de cultura, e sabedoria à minha volta. Não me refiro a informação, não, sabedoria sim. Temo que passe desapercebido por um mundo em que tudo é perceptível a olhos atentos.
Minha suposta complexidade, arte, visão e meu especial...não sei se realmente fazem parte de mim. Temo que acredite em várias verdades que não são minhas. Como num belo espetáculo em que todos me acham épico, especial, artístico e complexo, mas na verdade se desapontam quando veem que na verdade o ator é extremamente simples, bobo, sem graça e tão...tão...Normal.
Temo pela minha insegurança. Ple aminha incerteza. Temo que ela tome meu coração e me capote na vida. Temo que eu fique tão cheio de dúvidas criadas pela minha própria cabeça que enlouqueca perdido num mundo que não dá pra entrar. Temo que ninguém mais me tolere nessa estadia, e que quando o real ator se revelar todos corram, por tamanha bizarrize corriqueira que há de se revelar.
Eu...eu sinto tanto essas coisas dentro de mim. Sinto com amor minha arte, com aceitação minha complexidade, com bons olhos minha anormalidade, minha estranheza e com muito orgulho ser especial...e temo tanto...temo tanto que isso tudo que mais prezo em MIM não seja MEU. Seria como arrancar meu órgão mais vital antes mesmo de eu nascer. Seria como relegar comida a um esfomeado. E temo tanto que há única pessoa responsável por essa catástrofe de acontecimentos e consequências seja a mesma...eu.
Não quero que tudo seja em vão, não quero ser leviano, nem vazio ou fraco. Sei muito bem que no meu suposto ponto forte, também carrego meu maior ponto fraco. Eu sou o melhor e pior de mim, de todo. Mas temo que minha frequência não seja boa o bastante...para mim mesmo.
Temo que um dia, já cansado de carregar meu próprio túmulo eu me renda a essa já predispota depressão e caia no esquecimento.
Temo que tudo no mundo acabe...
Temo que meu mundo acabe.
Sinto por temer tanto, tendo tanto, e por saber que aprecio o sentimento de temeridade.




Temo não ser eu...nem pra mim mesmo.