quarta-feira, 23 de março de 2011

I don't wanna be...I don't wan...

Beyoncé - Broken-Hearted Girl

Alguma coisa em mim parece apodrecer. Talvez ideias, talvez ideais. Sinto falta, muito falta de coisas que nem sequer posso me dar o (des)prazer de pronunciar nesse famoso retrato. O que quero parece sempre se distanciar, e quando me indago está claro que ele só virá quando eu descansar, quando eu não necessitar. Mas quão insano é saber que tem de se acalmar pra receber algo, sendo que você está exatamente querendo algo?
Sei o que quero, não sei como tê-lo, onde tê-lo, ou por quem tê-lo...Eu não quero mais ser um coração partido.
Estou com a cabeça cheia de um cansaço e de uma indagação que nem sei onde começa, ou como sana. Quero solução pra a ausência, quero abraço pra saudade, quero desabafo por um amigo. Quero viver mais e melhor. Quero mesmo desinstalar esse maldito vírus que insiste em usurpar minhas forças, meu humor e toda a minha força de vontade de agir...agir perante a vida.


Eu só queria um _____ com quem pudesse....

sábado, 19 de março de 2011

Pois já vai terminando o verão, enfim...

Summer 78 - Yann Tiersen

Os tempos mudaram. Eu me sinto diferente, cada dia para mim parece diferente... Sair da indiferença do colégio, e da monotonia irritante de ser comandado, de ser guiado, de ser obrigado, sair de tudo isso me deixa respirar...
Não posso dizer que nunca fui mais feliz...mais tempos melhores estão por vir...disto eu tenho certeza.
Quero também explicitar o quanto eu me incomodo com o quão sérias as coisas tem se tornado...esse incômodo com as coisas simples que devo fazer, são as chamadas responsabilidades pesando sobre meus ombros e me prendendo. Pior do que outrora, desta vez eu não posso reclamar com a mão adulta que me empurra algo, pois a causa da maior parte das minhas responsabilidades são minhas escolhas. É enfadonho saber que vai ter grandes partes ruins na sua vida por conta das coisas boas que você decidiu ter. Tenho medo de nesse turbilhão de responsabilidades, e obrigações para comigo mesmo, eu me esqueça de ser crítico, me esqueça de ser espontâneo, me esqueça de viver do jeito que eu gosto, me esqueça de como é ser um artista e me surpreender com as obviedades, ser difícil de agradar, ser imprevisível, de ser bobo e incompreensível na maior parte do tempo...tenho medo de deixar de ser eu, de me tornar adulto enfim.
Sem nenhuma relação óbvia, eu gosto da minha melacolia...tem algo de bonito e muito puro nela. É uma forma de eu me encontrar, de conversar comigo, de me entender, de mim... Eu gosto do meu jeito de ser, acho sim que tem uma grande lacuna entre o que sou e o que gostaria de ser...e eu ainda não tenho opinião formada de o quão grande ela pode ser ou se pode ser transposta. Eu realmente me indago sobre a opinião das pessoas...tipo, acho incrível gente que tem opinião forte, princípios definidos e que seja auto-confiante, e imagino que essas pessoas tenham tido que pensar muito sobre tudo pra serem tão concretas...e me pergunto se o que falta em mim é o pensar...mas acho que esse blog responde à essa pergunta.
Quero aprender a equilibrar tudo o que eu quero, com tudo o que eu sou e com tudo o que é mutável na minha vida...quero saber viver à minha maneira, e quero ser seguro de mim em toda a minha insegurança e incompreensão. Quero viver...anda!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Sobre Aniversariar

Parte I


Eu cresci. O ano começa a me dar tapas na cara. Tapas, bem dados. O tipo de tapa que em um episódio dos trapalhões eu daria um rodopio, em uma novela eu retribuiria, tamanha violência, tamanha necessidade.
Olho pra mim, e vejo alguém inocente, inexperiente melhor dizendo, nas palavras da Doce. Engraçado isso, e bem triste também, de só se sentir adulto quando vê a parte triste do mundo, a realidade enfadonha das coisas, e a desgraça presente ao nosso lado. Fui mostrado a verdades que sempre estiveram na minha face, que convivi durante 17 anos e nem sequer desconfiei de sua possibilidade.
É triste você ver que sua até então lealdade e fidelidade em confiar em alguém no primeiro instante por amar esse alguém, tornar-se uma inútil inocência quando a verdade prevalece. Sim, a verdade prevalece. A verdade. O dogma incontestável. Sinto paredes ruir, relações morrerem, pessoas mudarem, e sinto a idade chegar. A seriedade das conversas, (nem digo das responsabilidades, não ainda,) me cospe nos olhos a idade chegando. O envelhecimento do corpo, o amadurecimento do ser, e a tristeza do olhar.
As relações daqueles que amo passam a me afetar, palavras passam a mudar o destino, até então incontestável, das coisas e finalmente começo a ver tudo. Iludido por um mundo infantil, por sonhos pitorescos, sinto-me jogado à realidades brutas que me vislumbram o futuro doloroso.
Eu realmente sinto por tudo que passou, e desejo que o tempo faça seu trabalho da melhor maneira. Que ainda que pacientemente, a esperança na melhora prevaleça, porque por mais inocente ou inexperiente que por deveras eu possa ser ainda acredito nessa realidade que eu mesmo já presenciei. O tempo continua sendo o melhor remédio, pras merdas ignóbeis que nós ousamos proferir.
E que esse fardo dezoital, me traga mais experiência, e que eu possa fazer meu próprio caminho, sem ser espelho, reflexo, ou marionete de ninguém.


Escrito em 04/01/2011

Damien Rice - 9 Crimes


Parte II


Que as esperanças não sejam perdidas. Quero que com essa nova perspectiva de vida eu possa mesmo mudar. Que possa empreender sempre o que quero. Que na empreitada, novos desafios apareçam e eu tenha alteridade para desvendá-los. Que eu amadureça no tempo necessário. Que pense mais e melhor sobre as coisas, sobre o mundo. Conselhos que dou a mim em mesmo em busca de uma credibilidade nata.

Eu sinto pouco e sinto muito. Começo a odiar o destino, começo a odiar o fato de que é definitivamente intransponível a realidade da saudade. Eu odeio ter que me separar das pessoas. Agora que realmente me dou conta de que também terei que me afastar das pessoas que me acolheram durante um ano e meio odeio a realidade por isso. Por não poder vê-las mais, e todos os dias. Não acho que seja questão de ter dado mais valor a eles, acho que é o fato de que agora me irrita. Parece injusto comigo, agora que me apeguei, que me aproximei, que gostei mais, que me acomodei...ooops...é isso. Me acomodei.

Acho que os adultos são infelizes nas verdades sobre os amigos passarem, eu desejo que todos eles fiquem, mas temo que nunca conseguirei construir nada sólido em um só lugar.

Quero crescer, quero namorar, quero ser feliz, quero que venham os 18 e peço amplitude. Em todos os sentidos e para todos os lados. Quero ser feliz.


É tudo que eu peço de presente.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Só Agora.

Só Agora - Pitty

Eu temo. Temo que todo o coração não seja válido. Temo que todo o sentimento seja em vão. E ao mesmo tempo que meu lado inseguro teme, o confiante diz que nada é em vão. Nunca é. Não posso acreditar que algo o é.
Não sei o que está prestes a acontecer, e sei o quanto quero saber. Sei o que quero esperar, sei o que quero ver, sei o que quero sentir...
Mas pode não ser nada como eu quero...
Nesse caso, devo recorrer à este.
Lê-lo em voz alta e sozzinho.
Dizer pra mim mesmo o quanto eu sou capaz.
O quanto eu realmente acredito no meu potencial mas duvidei dele por deveras, e me arrependi tarde demais da minha falta de nata confiança.
Que eu possa enxergar através da nuvem de poeira, da névoa e de todo o vapor que tampar meus olhos e ver que meu objetivo só se fastou um pouco porque o caminho que escolhi exige esofrçor...diferentes.
Lembrar a mim mesmo do quanto meus pais se importam comigo, o quanto me amam, e o quanto sofrem com cada suspiro meu em vão.
Que eu possa de alguma forma, realmente, lhes proporcionarcalma e compreensão sob minhas escolhas e que possa lhes fazer sofrer o mínimo possível.
Que eu possa ter a força de me levantar, de seguir em frente pelo caminho, diferente, que agora se abriu na minha frente.
Que eu tenha a paciência que Deus me possibilitou e que eu errôneamente insisto em negá-la, que possa usufruir desta da melhor forma em busca do meu caminho.
Que possa ter compreensão meu Pai, compreensão acima de qualquer circunstância e possibilidade de caminho, que possa compreender que Seus desígnos são supremos e que Sua vontade é absoluta sobre toda e qualquer ação. Que independente do caminho que vier, estarei contigo, em ti e para ti Pai. Que possa de forma sadia, digerir meu tempo de luto, minimizando-o o máximo que puder e transformando-o em dedicação para meu futuro.
Que possa ler estas palavras saída de minha própria boca (ou mão), em momento de lucidez e que possa definitivamente enxergar atráves da névoa que me cobre a face.
Que eu possa compreender e estar com Deus
Que meu caminho seja maravilhoso, pra onde quer que seja, e que eu seja abençôado por Ele onde quer que eu esteja.




No mais, espero que nada disso seja necessário.
Obrigado Por Tudo Meu Pai Celestial.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Lucidez

Comptine d'une Autre Été - Yann Tiersen

Eu não sei o que pensar. Eu já desacreditei uma vez no amor, mais fora superficial demais para merecer qualquer atenção. A minha própria revelação se confunde com outras, e me faz diferente. Olhar para o céu não me traz mais a sensação de amplitude, mas de incompreensão. O que sei não basta, o que posso não sou e o que tenho não uso.

É como se eu estivesse escrevendo a letra de índios, da Legião Urbana agora mesmo. Como se todas aquelas possibilidades houvessem sido ditas por mim. Quem me dera ao menos uma vez...

A sensação de impossibilidade, de ter sido enganado, de viver com isso nos meus olhos e nem sequer me permitir a dúvida. Não, não foi por preconceito, nunca quis nem acreditei em tapar o Sol com a peneira. Mas não me perdoou por não ter me dado o benefício da dúvida. Simplesmente ouvi a verdade ser dita, e defendi a mentira, com unhas e dentes.

Ser adulto deve mesmo ser uma bosta. Quando tanto esperamos por essa idade, não fazemos a menor idéia de como deve ser. Insisti em ver só a liberdade, a independência e novamente não fiz idéia do que seria tudo isso. A hipocrisia se torna tão consentida, e tão comum, inclusive entre os que amo, que você me vejo sufocado pela incapacidade de agir. É como se me xingassem e eu fosse invisível, ouvindo tudo mais sendo inútil a fazer alguma coisa.

Nenhum fim me basta, nenhum desabafo resolve. As lágrimas que insisto em forçar se recusam a descer e adiam mais um tanto minha incompreensível lamentação. Ouço músicas memoráveis, me torturo em busca de todo o sentimento que me possa fazer expurgar a ausência de sanidade de minha alma em transição. Não consigo, não consigo, não consigo. Preciso de um banho de mar, de uma chuva ácida, de uma ventania cortante. Preciso que me sussurrem ao pé do ouvido como agir num mundo cruel, danoso, e impiedoso em que fui jogado. Ao menos me permita chorar, e lavar alguma parte de mim que ainda está (co)rompida por fantasmas do passado ou vislumbres do futuro. Eu quero chorar...


Texto escrito em: 05/01/2011 23:44

domingo, 23 de janeiro de 2011

Ne Me Quitte Pas

Ne Me Quitte Pas - Maysa Matarazzo

Poderia colocar somente a letra de uma música aqui. Uma música que retrata muitas situações e absolutamente nenhuma por completa. Uma música que resume muitas vezes e nenhuma também.
Não me vêm como fazê-lo, fantasmas me assombram por tempo indeterminado, outros se transformam, desencarnam em plena vista pra começar a me assombrar.
Nunca fui, não posso dizer que ja tenha sido. Eu sou o da convivência provavelmente, e não o de 'cara'.
O fato é que preciso falar, e o fato de ter esse blog nesse estado de conhecimento exacerbadamente geral, me incomoda, muito. Quero me exprimir mas me falta a intimidade.
Só peço que não me deixe só, você, em algum lugar do planeta que planeja por algumplano divino aparecer, não desista, eu espero paciente e anciosamente por você.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Carinho à todos.

Legião Urbana - Sexo Verbal


Eu realmente queria escrever sobre isso. Essa é uma época muito especial... e a magia disso tudo está mesmo dentro da gente. É a pura verdade de que somos nós quem fazemos a magia do natal, sempre. Não só do Natal, mas de Dezembro, que é um mês mágico, mesmo.
Pra mim essa consumação de felicidade, relfexão do ano, caridade, família, enfeites, presentes, tudo é tão divino.
Eu realmente queria que todas as pessoas tivessem essa sensação. Queria que todo o mundo se preparasse, assim como eu, no começo de Dezembro e ficasse contando os dias, dizendo pra si mesmo todo dia que está chegando, está chegando, e assim entrar de cabeça no espírito disso tudo, se envolver mesmo.
Acima de tudo é tempo de agradecer. Não, não sou católico, e desculpe, nem penso tanto na real causa do natal, o nascimento de Jesus, porque com o tempo ele foi sendo tão envolto de milhões de outros motivos que hoje pouco se lembra do aniversário. Tiveram seus motivos, mas acho que ainda assim Jesus gostaria, digo, deve gostar muito do que fazem em seu aniversário. O feriado mais famoso, mais caridoso, mais unido, definitivamente ele gosta.
Eu queria que todos pudessem sentir a vibração. O mesmo êxtase que eu sinto quando vejo uma decoração de natal, um presente embrulhado, uma rabanada, uma guirlanda, um papai noel e... ah... uma árvore de natal. Eu sinto vontade de chorar quando a vejo, uma síntese de tudo de mais belo.
Eu realmente quero que todo mundo sinta isso.
Que a união, a caridade, a paciência e a sabedoria do meu coração possam ser emanados pra todas as pessoas do mundo, desde os necessitados no Haiti, até à áfrica, sempre carente, desde os monges tibetanos até o Vaticano, desde os arrogantes americanos, até meus amados franceses. Desde o nordeste seco, sem árvores ou bolas, até o sul nevado. Que todos os carentes, mendigos, crianças, adultos, jovens, idosos, deficientes, gays, negros, brancos, índios, amarelos, ricos, pobres, homens e mulheres em todo o mundo sintam essa energia.
Que sinta o meu coração transbordar de vontade de querer mudar o mundo, ou ao menos, por um dia, por uma noite, aquecer corações por todo esse planeta e fazê-los ter certeza de que existe uma razão pra se viver.




Eu sei...