sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Forever Dream...

Glee - Teenage Dream

Tem horas que eu deixo a peteca cair.
Tem horas que me esqueço que um dia, por alguns segundos, ou horas, vendo um filme ou ouvindo uma música tive um impulso.
O impulso de vontade de viver, de certeza de ser quem sou, de estar no lugar certo, e de conseguir alcançar tudo o que quero na hora devida. Um impulso de vida, de vontade de ser, de estar e de permanecer.
Uma certeza de ser encontrado, por alguém, em algum momento, em algum lugar e estar bem. Uma certeza de que há alguém, apesar de toda a complexidade, chatisse e mal-humor.
Porque eu estou mudando e esse certo alguém também virá preparado e maduro pra isso.
Não são só sonhos de adolescente, não só utopias de vida, porque eu tenho sempre que acreditar no lado bom da vida, fazer minha felicidade a cada dia e respirar ar novo e revigorante a cada dia. E a qualidade do ar depende da boa vontade dos meus pulmões e não da atmosfera local.
Posso mais uma vez ter tido o impulso por terceiros, por indicações, por visões...mas são essas coisas que me e nos fazem lembrar de como somos e como podemos ser. Do quanto podemos ser, e de quando podemos ser.
O momento é agora, a pessoa sou eu, o jeito é o meu e a quantidade é pura sensação.
Sou intenso e sempre serei, então botemos pra fora tudo de bom nessa hora, e como diz Clarice, olhemos no relógio e vejamos os segundos passarem nesse momento de alegria pra sentir que ele é grande, e durará pra sempre.

Don't ever look back..Never.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Levofloxacina

Cold Summer - Seabear

Eu estou com uma bactéria.
Ela vive no meu corpo transformando-me.
Sugando toda a minha nutrição, e transformando em lixo.
Há dois meses, eu estou com uma vida dentro de mim.
Por algum motivo ela veio, devem de fato ter sido as ostras do feriado cívico.
Ela tem estado dentro de mim, durante um mês e meio sem meu conhecimento.
Me fez muito mal, me fez doente, me fez estranho, me fez outro eu.
Esse microorganismo que insiste em se prender a meu corpo e me sugar a vida.
Me fez perder quatro quilos.
Quatro quilos dos quais fazem falta num equilíbrio já escasso de uma vida intensamente complexa.
Eu tenho algo dentro de mim.
Mas a partir de hoje isso vai sair.
A partir de hoje isso vai mudar.
Porque eu decidi mudar.
Porque bactérias têm que sair.
Porque a vida deve acontecer.
Porque numa estranha conexão meus dois meses perdidos multiplicados pelos meus quatro quilos roubados representam a cultura de bactérias durante todo um ano.
Minha mudança vem... e com ela a morte da bactéria.
Porque eu não nasci para carregar ninguém, pra ser subestimado, roubado, ou por ventura criticado por ninguém. Nem por uma bactéria.
A partir de hoje, a bactéria vai sair, e com meu consentimento, o mal que ela me fez durante oito meses também.
Chega de cultuar agentes infecciosos.
Porque enquanto um antibiótico mata a bactéria, minha vida mata outras tantas que insisti em infectar-me.
Achei o caminho naquele poço fundo demais, achei a luz no fim daquele túnel, achei a lupa pra minha cegueira da razão.



Achei um remédio pra matar bactérias.

sábado, 6 de novembro de 2010

Trauma.

Pessoas são complexas. Pessoas são estranhas. E pessoas são traumatizadas. Sim todos nós somos.
Ninguém recebeu um manual quando nasceu, ao fazer 10 anos ou muito menos espero receber aos 18. Sim, somos complexos.
Não pedi pra ser assim, não pedi pra ser estranho nem diferente. E se pudesse, sim eu mudaria tudo isso. Queria ser mais fácil, mais simples e mais lidável. Mas não sou...
Aconteceram sim várias coisas na minha até hoje, e tenho certeza que coisas horríveis ainda acontecerão...isso meio que faz parte, acho. Mas o fato de eu sentir as coisas como sinto, e ser como sou...
Não sei, eu realmente não sei nada sobre isso.
Só espero realmente que existam pessoas sabe...
Pouquíssimas pessoas...digo pouquíssimas mesmo me conhecme profundamente. Conhecem todos os meus lados, todas as minhas formas...
E eu realmente espero que alguém saiba e queria lidar com isso por uma vida toda...
Eu não sou alguém maleável, sou inconstante, sou incoerente, imprevisível e muito chato. Sou cheio de manias, mimado, e eu realmente espero que haja alguém...
Eu simplesmente não sei lidar com tudo isso...
Com a vida, com as pessoas e comigo mesmo.
Simplesmente não sei lidar...
E eu realmente espero que haja alguém...alguém que me conheça o suficiente e que tenha vontade de permanecer aqui.
Eu duvido a cada dia mais do amor...
Do que ele é, do que realmente representa e do que eu tenho visto.
Tenho tido tão pouco, que tenho me estratificado em uma rocha impenetrável.
Eu simplesmente sou complexo, traumatizado, maniado, imprevisível, incoerente, estranho, anormal, mas espero que haja alguém que queira tudo isso pra si.
Um dia, não sei quando, mas espero.
Mesmo.
Alguém que queria lidar com tudo isso, por toda a vida.
Eu realmente espero.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

I'm a New Soul...yeah.

Yael Naim - New Soul
Sob influência do filme "Sob O Sol De Toscana."

Sinto novos ares. Vindos de uma parte desconhecida e nova do mundo. O mundo que sempre quis conhecer, e que a cada dia se mostra mais grandioso, e verdadeiramente diversificado. Minhas antigas e por essência paixões se reafirmam, meus dogmas caem por terra e minha vontades se afloram sob uma série de pré-conceitos que outrora eu errei em ter.

Sinto fase de amadurecimento. Sinto o vento me tocar com um sentido diferente.

"I'm a New Soul..." Sim, talvez eu seja uma nova alma. Mais independente, renovada e madura do que nunca. Acreditando mais em mim mesmo, me permitindo ser o que eu quero, me permitindo decepcionar as pessoas...nunca fui tão exigente, não aos meus olhos, mas ao declarar isso, as possibilidades que tenho dado a mim mesmo, o fardo que desmorona à minha volta só exalta o quanto essa possibilidade é real.

Me sinto excitado em pensar o quanto tenho a viver, a conhecer o mundo e definitivamente preciso me ater a esse sentimento. Ser livre é o que todos nós devemos crer sempre. Na nossa individualidade, nas nossas particularidades...temos que crer em NÓS. Ontem, hoje e sempre...família, e amigos são e sempre serão essenciais mas nunca conseguirão mudar dentro de você mesmo o valor que você se dá. Permita-se, ouse, tente mais uma vez...erre muito, levante-se e seja uma nova alma.

A sensação de amadurecer é rara, fugaz e deslumbrante. É como a visão do mar na Ilha de Florianópolis...o tipo de coisa que você acha tão inacreditavelmente bonito e surreal que acha que nunca será abençoado o suficiente para visualizar, com seus próprios olhos.

Precisamos sempre renovar nossos olhos, nossos ouvidos e nossas palavras. Uma reciclagem promove a abertura de horizontes pra lados mil, e a sensação de toques, lugares e pessoas que jamais imaginamos. Quero crescer, para sempre. Quero ter a sensação de amadurecer sempre que eu sentir uma dor tão forte no peito e tomar uma decisão tão árdua que me faça descrer na minha capacidade de viver ou na benevolência Dele. Quero ter essa lição de como é a vida sempre que por ventura eu me ver tão absorto em pensamentos, ódios e desprazeres que minha vida deixar de ser minimamente azul, azul como o céu que diariamente está lá pra nos mostrar como tudo está em seu devido lugar, ou amarela, como a luz do Sol que ilumina tudo o que é vivo, é bom e é eterno, ou vermelho, como uma tarde épica, daquelas que eu tanto gosto.

Obrigado a meus queridos amigos que sempre me sustentam, que seguram e me possibilitam minhas (re)caídas eternas e que sempre me dão chacoalhões pra mostrar que as cores continuam lá.

Obrigado a minha família pela paciência eterna diante de minhas impaciências e descontentamentos vis com a minha crescente vida.

Obrigado a Deus, por me perdoar acima de tudo, diante de meus devaneios para com Ele.




"this is a happy end

come and give me your hand i'll

take you far away"
"Paz e felicidade para nós."
Parabéns.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Me Devolva-ME.

Adriana Calcanhoto - Devolva-me


Tomei a posição. Apesar da dúvida entre o altruísmo e o egoísmo, pela primeira vez visivelmente escolhi a segunda. Diante da tua indiferença torpe em relação ao mundo e a mim, eu escolhi a mim. Decidi abdicar de certas vontades, lutar contra certos princípios e mudar certas ações. No jogo de hipocrisia e poder que você joga com a vida, decidi ser a partir de então a carta fora do baralho. Decidi assumir posição de curinga andarilho. Sim, no começo foi ótimo, foi mais fácil. Era uma resignação em paz, um isolamento saudável, e desde então assim tem sido. Você não sente minha falta, e como eu recentemente deduzi "teus atos contorcem tuas palavras". Sim, que descobri. Depois de um tempo que desejamos que fosse eterno, cada vez mais, se torna penoso aturar. O exemplo que outrora eu idolatrava agora se transforma em alguém que jamais ousaria me aproximar. A sensibilidade, o carinho e todo o cuidado escaparam de ti como criança de vacina. Rápido, sagaz e infeliz...ou não, talvez as lentes sujas que você insistiu, perdão, que eu insisti em usar tivessem me privado de ver essa vagarosa decadência.
Sim, cansado do vitimismo, da infantilidade e da teimosia e me afasto. Me afasto pra tentar viver em paz. Nunca desejei...não, outrora desejei, mas não mais desejo nem desejarei mal algum pra tua vida, jamais. Tenho certeza que tuas imperfeições serão corrigidas por erros de uma vida desregrada que você insistirá em seguir. Não, não é profecia, é presente.
Não me procure mais, sei que logo agora pode parecer ironia, e espero que realmente agora não aconteça.
Me sentir parte nova e minha é satisfatório. Realmente me faz bem ver toda a minha capacidade em mim mesmo. Tenho renovado minha auto-estima, elevado meu ego, e até possibilitado meu erro, desconsiderado minha educação por deveras politizada, e me permitido um bom "vai tomar no cú", pra quem sempre mereceu, mas eu nunca tivera coragem de pronunciar. Quando chego em casa dou-me conta do quão pouco na minha vida realmente representa esse afastamento, e como minha consideração de isso ser só um pedaço, muito pequeno e muito insignificante de mim eu estava correto.
Ser sozinho pra mim sempre foi como um fato. Se não ontem, ou hoje, seria-o amanhã. Minha vida me fez assim, e lidar com isso agora, me parece ser realmente interessante pra uma nova perspectiva e elucidação de meu próprio futuro. Penso mais, falo menos, ouço menos. Mas tenho andado com meus próprios pés, levado meus próprios tapas, formado meus próprios calos, escolhido meus próprios caminhos, e pela primeira vez em alguns meses, respirado meu próprio ar. Cansado de viver numa sombra inconsistente e maldosa, me viro pro Sol e me permito queimar um pouco a pele branca e doente de tanto ócio.

"E depois de uma tarde de quem sou eu
E de acordar a uma hora da madrugada em desespero...
Eis que as três horas da madrugada eu me acordei
E me encontrei
Simplesmente isso:
Eu me encontrei calma, alegre
Plenitude sem fulminação
Simplesmente isso
Eu sou eu
E você é você
É lindo, é vasto
Vai durar
Eu sei mais ou menos
O que vou fazer em seguida
Mas por enquanto
Olha pra mim e me ama
Não
Tu olhas pra ti e te amas
É o que está certo."
Clarice Lispector
"Assim, será melhor."

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Perdão.


Me sinto mal. Um covarde. Logo eu que sempre fora tão critico com relação às ações e atitudes dos outros me vejo nesse momento de tanto primitivismo. Ódio, rancor, raiva, angústia...sim...não teria outro nome pra desejar a indiferença à quem dias atrás tinha todo o meu amor.
Foram os meses mais difíceis que tive esses...desde o começo do ano...talvez desde o ano passado. Sempre vivo com intensidade e acho que não provarei do mesmo sabor duas vezes...me engano de novo. Sou exposto como carne podre às moscas, à mais aprendizados, mais tapas na cara, e mais possibilidades de amadurescimento. Não tem outra forma de ver isso...sim, sou pessimista na vivência do sentimento, mas não na causa dele. Sei que tudo tem um motivo.
Eu levei muita porrada, sofri demais, e agora me sinto mal por fazer do jeito que faço. Não faz sentido me sentir melhor, me sentir mais leve, e mais independente se para isso tenho que desejar o mal dos outros, se pra isso tenho que não desejar o bem. Como um leva o outro nessa estrada, minha lista de gente à desgostar cresce e cresce numa velocidade arrazadora, demonstrando, por ironia, que na verdade ainda sou muito imaturo por levar uns pelos outros. Sinto por sê-lo, e desejo imediata reparação nesse sentimento. Sim, é melhor que a obsessão, ou a posessão, ou o cíume e sangue pelas quais já sa sofri...mas não faz bem, não é certo.
Acredite...acredito, que seja qual for o meu sofrimento, não desejo o mal das pesssoas. Não tenho o direito, nem o poder, nem muito menos o prazer de fazê-lo...isso não me faz melhor, nem melhora a situação, ou ameniza meu ódio. Pelo contrário diametral, me faz sentir mal, piora a situação e acumula mais e mais ódio, como num buraco cada vez mais cavado, ao invés de jogar terra em cima do ódio, terra boa, fértil e de resignação, eu cada vez mais ouso tirá-la, tirá-la e trazer à tona o buraco de ódio e mais ódio.
Não são, não foram e muito menos serão dias fáceis...cada vez mais e mais...a convivência trás prós e contras...ônus e bônus, sempre o faz...e só quero amadurescer, se for pra ser natural, leve e saudável. Não quero nem um pouco de rancor, pelos anos de minha vida que virão, ou então arrependimento por ações que tomei contra as pessoas. Isso jamais! Se for pra me arrepender, seja da prudência, se for pra sofrer seja por crescer e se for pra chorar, que seja de felicidade. Não vou mais correr atrás de ninguém, nem medir esforços pra me manter estático...exatamente...paradinho onde estou. Se eu fizer falta, ótimo, me faça crer que faço mesmo falta, se eu não fizer...bom, no mais, será tudo como já vivi, já senti e já sofri.
Matriculado à tempos na escola do sofrimento sentimental, das dificuldades com relações e aluno nota A em tristeza, depressão e pessimismo, estou mais do que pronto, pra toda a indiferença que vier.
Porque meu perdão, não é para você, ou nenhuma das facetas, que você fez questão de mostrar que eram muitas e fragmentadas...mas para Deus, por ter me propiciado tanto aprendizado e eu ter desdenhado tanto, com ódio no meu coração.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

O Último Dia De Minha Vida...

é como um pressentimento. recordações demais, nostalgia demais. certeza de algumas coisas e como q ruptura com outras, aquelas ervas daninhas que deveriam ter sido cortadas.
no meio de tudo um silêncio sepulcral. a preparação para a lápide. que fique claro que desejo ser cremado, mas antes disso, desejo que doem todos os meus órgãos em útil estado, inclusive a pele, para só então findar com minha existência corporal em cinzas etéreas. não tenho ilusão de jogar cinzas de cima de montanha nenhuma, porque sei, pela minha verdade, que quando meu corpo morrer, eu vazo da Terra na mesma hora.
beijos a todos os amigos, família, e até os inimigos. não guardo mágoa de ninguém, não rancor. se eu for mesmo, vou sem me arrepender de quase nada do que fiz, e muito do que eu deixei de fazer, mesmo. só sinto por não ter conhecido mais, visto mais, experimentado mais, ido mais até o fim, mais, mais mais, mais, mais....sinto pelo mais que não terei.

"no mais, estou indo embora baby..."