Me sinto mal. Um covarde. Logo eu que sempre fora tão critico com relação às ações e atitudes dos outros me vejo nesse momento de tanto primitivismo. Ódio, rancor, raiva, angústia...sim...não teria outro nome pra desejar a indiferença à quem dias atrás tinha todo o meu amor.
Foram os meses mais difíceis que tive esses...desde o começo do ano...talvez desde o ano passado. Sempre vivo com intensidade e acho que não provarei do mesmo sabor duas vezes...me engano de novo. Sou exposto como carne podre às moscas, à mais aprendizados, mais tapas na cara, e mais possibilidades de amadurescimento. Não tem outra forma de ver isso...sim, sou pessimista na vivência do sentimento, mas não na causa dele. Sei que tudo tem um motivo.
Eu levei muita porrada, sofri demais, e agora me sinto mal por fazer do jeito que faço. Não faz sentido me sentir melhor, me sentir mais leve, e mais independente se para isso tenho que desejar o mal dos outros, se pra isso tenho que não desejar o bem. Como um leva o outro nessa estrada, minha lista de gente à desgostar cresce e cresce numa velocidade arrazadora, demonstrando, por ironia, que na verdade ainda sou muito imaturo por levar uns pelos outros. Sinto por sê-lo, e desejo imediata reparação nesse sentimento. Sim, é melhor que a obsessão, ou a posessão, ou o cíume e sangue pelas quais já sa sofri...mas não faz bem, não é certo.
Acredite...acredito, que seja qual for o meu sofrimento, não desejo o mal das pesssoas. Não tenho o direito, nem o poder, nem muito menos o prazer de fazê-lo...isso não me faz melhor, nem melhora a situação, ou ameniza meu ódio. Pelo contrário diametral, me faz sentir mal, piora a situação e acumula mais e mais ódio, como num buraco cada vez mais cavado, ao invés de jogar terra em cima do ódio, terra boa, fértil e de resignação, eu cada vez mais ouso tirá-la, tirá-la e trazer à tona o buraco de ódio e mais ódio.
Não são, não foram e muito menos serão dias fáceis...cada vez mais e mais...a convivência trás prós e contras...ônus e bônus, sempre o faz...e só quero amadurescer, se for pra ser natural, leve e saudável. Não quero nem um pouco de rancor, pelos anos de minha vida que virão, ou então arrependimento por ações que tomei contra as pessoas. Isso jamais! Se for pra me arrepender, seja da prudência, se for pra sofrer seja por crescer e se for pra chorar, que seja de felicidade. Não vou mais correr atrás de ninguém, nem medir esforços pra me manter estático...exatamente...paradinho onde estou. Se eu fizer falta, ótimo, me faça crer que faço mesmo falta, se eu não fizer...bom, no mais, será tudo como já vivi, já senti e já sofri.
Matriculado à tempos na escola do sofrimento sentimental, das dificuldades com relações e aluno nota A em tristeza, depressão e pessimismo, estou mais do que pronto, pra toda a indiferença que vier.
Porque meu perdão, não é para você, ou nenhuma das facetas, que você fez questão de mostrar que eram muitas e fragmentadas...mas para Deus, por ter me propiciado tanto aprendizado e eu ter desdenhado tanto, com ódio no meu coração.